No teste com o Etios Hatch, elogiamos o acerto de suspensão desenvolvido pela Toyota, capaz de absorver com competência os impactos do solo e proporcionar comportamento bastante seguro nas curvas. Com o sedã é apenas 15 kg mais pesado, apesar do enxerto de 9 cm na distância entre-eixos, esperava-se comportamento semelhante. Como era previsto, o modelo atendeu às expectativas, repetindo a boa dirigibilidade, mas derrapou em um defeito também conhecido do irmão menor: a pequena quantidade de equipamentos no habitáculo.

Também agrada na estrada a progressividade da direção com assistência elétrica. Ainda poderia ser um pouco mais firme em alta velocidade, mas de qualquer modo consegue transmitir segurança, sem sensação de leveza excessiva. O câmbio joga no mesmo time, com engates macios e precisos. O escalonamento é mais curto e a 120 km/h o tacômetro registra 3.300 rpm, valor ainda compatível com a cilindrada do motor. Os freios mostraram ótimo dimensionamento e funcionaram bem mesmo durante longas descidas.

Os giros mais elevados em alta velocidade acabaram revelando que o motor 1.5 não é tão suave quanto o 1.3. Em altos regimes, é possível notar algumas asperezas, mas não chega a ser um problema crônico, a ponto de deixar a viagem desconfortável. Assim como ocorre com o motor de menor cilindrada, as respostas ao comando do acelerador são lineares e satisfatórias em todas as faixas de rotação.

O sedã demonstra bom fôlego em ultrapassagens e subidas de serra, mas nessas situações o mérito vai mais para o baixo peso da carroceria que para o propulsor, pois os números passam longe de impressionar para a cilindrada: são 92 cv de potência com gasolina e 96,5 cv com etanol, sempre a a 5.600 rpm, enquanto o torque é de 13,9 mkgf a 3.100 com ambos os combustíveis. Viajei o tempo todo sozinho, mas é de se esperar que o comportamento do Etios mude bastante com carga total, pois o motor não dispõe de muito fôlego extra.

Se dinamicamente, o Etios agrada, como já havia ocorrido em nossa convivência anterior, as impressões também são as mesmas quanto à escassez de mimos no habitáculo. Para mexer no aparelho de som, é sempre necessário tirar a mão direita do volante, pois não há comandos no volante. Também é impossível saber informações como autonomia ou velocidade média, pois não há computador de bordo. Só para lembrar, estamos avaliando a versão XLS, top de linha…

A posição de dirigir é boa e o banco do motorista acomoda bem as pernas, algo que nem sempre ocorre no segmento, pois muitas vezes o assento é muito curto e deixa a parte posterior dos joelhos sem suporte. Embora eu tenha encontrado uma boa posição, o mesmo não irá ocorrer com as pessoas mais baixas, pois a poltrona não é regulável em altura, apenas o volante. Também merece ressalva o encosto para as costas, que poderia oferecer mais apoio para a região lombar da coluna, além de abas laterais maiores.

Continue acompanhando nossas impressões sobre o sedã. Ao final, como sempre, publicaremos a avaliação completa.

Fotos | Alexandre Soares, com tratamento de Taynaá Nayara

 

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