Teste Nissan Grand Livina

Aproveitando que a Nissan Livina é  o assunto do momento com o ousado comercial que já deu o que falar publico hoje o teste da Grand Livina. O modelo produzido em São José dos Pinhais (PR) tem desenho simples e que não chama muito a atenção. Mas, para quem que procura um modelo maior que de para carregar mais passageiros, a última preocupação será com o design. Confira abaixo o teste do modelo.

Daniel Ribeiro Filho (*)
Especial para o Autos Segredos

FREIOS Apresentaram comportamento dinâmico eficiente na cidade e em rodovias. O pedal de freio tem boa sensibilidade e relação. Em frenagem simulada de emergência (asfalto seco e terra cascalhada) apresentou boa desaceleração, com manutenção da trajetória imposta. E o ABS tem boa calibração. O freio de estacionamento atuou normal e o conjunto apresentou boa resistência térmica, após uso mais constante em longa descida sinuosa, estando o veículo em velocidade e com frenagens fortes na entrada das curvas. POSITIVO

CÂMBIO É automático e tem quatro marchas, com overdrive. No quadro de instrumentos tem display informando a marcha selecionada. Não tem opção de uso esporte e para piso de baixo atrito, nem utilização manual seqüencial. As relações de marchas/diferencial atendem bem à curva de torque do motor e massa do automóvel. Em situação de kick-down a retomada das marchas é eficiente. POSITIVO

Teste Nissan Grand Livina

MOTOR Apresentou bom rendimento, proporcionando dirigibilidade normal e segura. No quadro de instrumentos não tem relógio analógico indicando a temperatura da água do motor, somente luz espia. A sincronização é por meio de corrente, mais confiável e com menor custo de manutenção do que com correia dentada. As retomadas de velocidade e aceleração satisfazem, mesmo estando acoplado a um câmbio automático com quatro marchas. A rumorosidade de funcionamento é aceitável e o sistema flex funcionou bem em todas as situações avaliadas e não houve diferença na performance quando com somente álcool ou gasolina. POSITIVO

Teste da Nissan Grand Livina

VEDAÇÃO Boa contra poeira e água. POSITIVO

ESTEPE/MACACO O estepe está acondicionado no assoalho traseiro, abaixo dos bancos da terceira fileira. O estepe tem a roda em aço, mas o pneu é igual aos de uso. Ao seu lado, está o kit de troca. A operação de troca é normal e tem auxilio de quatro prisioneiros fixos por cubo, para melhor apoio e centragem no conjunto roda/pneu. POSITIVO

DIREÇÃO Tem assistência elétrica, com cargas bem definidas. Apresentou boa precisão na reta e em curvas em rodovias e na cidade é ágil, leve e confortável. O diâmetro de giro (10,6 metros) em manobras de garagem/ estacionamento é bom, assim como a velocidade do efeito/retorno. A coluna de direção tem ajuste em altura com curso satisfatório. O conjunto apresentou baixa rumorosidade em curvas sobre piso irregular. POSITIVO

VÃO DO MOTOR A insonorização do vão em relação ao habitáculo é muito ruim, transferindo muito o ruído de funcionamento do motor, causando desconforto auditivo na aceleração (rotação média/alta) e em kick-down. O acesso à manutenção em geral é razoável e a sistematização dos vários componentes, racional. A solução da Nissan para o reservatório de gasolina para partida a frio (0,5 litro) não é pratica, pois o mesmo está instalado dentro da estrutura plástica do painel de fogo, não é visível quando se abre o capô e o acesso é por fora. REGULAR

Teste da Nissan Grand Livina

ALTURA DO SOLO Não tem chapa em aço para proteger o cárter do motor e do câmbio, mas não ocorreram interferências com o solo no percurso misto (asfalto/terra) de testes. Em saídas de garagem com desnível raspa levemente a zona anterior inferior (base inferior do para-choque). REGULAR

CLIMATIZAÇÃO É automático digital. Os difusores frontais de ar do painel têm vazão apenas aceitável e boa angulação, sendo que os das laterais giram 360 graus. Para a grande área interna e envidraçada deveria ter difusor de ar específico pelo menos no fim do console central, para dar a mesma sensação de conforto e em um tempo equivalente para os sete ocupantes. A vazão de ar é limitada. A rumorosidade de funcionamento da caixa de ar é baixa e o sistema apresentou bom funcionamento, além de estar bem vedado. Para os passageiros de trás e da terceira fileira não tem difusor de ar específico, nem ajuste de temperatura diferenciada para condutor e passageiro. REGULAR

ACABAMENTO DA CARROCERIA A qualidade final da pintura não é boa, por conter vários pontos com impurezas. As quatro portas estão desniveladas. O capô está descentralizado e desnivelado, e a tampa traseira, descentralizada. REGULAR

SUSPENSÃO A estabilidade é muito boa no contorno de curvas de raios variados, estando o veículo em velocidade, pela ótima precisão e mínima inclinação da carroceria, trazendo segurança na estrada, mantendo boa velocidade. O conforto de marcha foi pouco trabalhado e está mal definido, transferindo as imperfeições do solo para o habitáculo, característica não muito apropriada para um automóvel de uso familiar. Para piorar, a densidade e formato das espumas dos bancos não minimizam o desconforto. REGULAR

ILUMINAÇÃO Não tem luz de cortesia em nenhum local. Na teto, há três sessões de iluminação, com duplo spot fixo junto ao retrovisor, uma lanterna acima dos bancos dianteiros e outra acima da terceira fileira de bancos, que também atende ao vão de carga. Os faróis dianteiros têm eficiência satisfatória no baixo e no alto, e contam com auxilio de faróis de neblina inseridos no para-choque, mas não têm regulagem elétrica de altura em função da carga transportada. O quadro de instrumentos tem iluminação permanente. Não tem sensor crepuscular. REGULAR

LIMPADOR DO PARA-BRISA Não tem sensor de chuva. A área de varredura do para-brisa é limitada, junto da coluna A, lado do condutor, onde deixa grande parte sem limpar, diminuindo o campo de visão. Ao esguichar quatro jatos de água no para-brisa, o sistema de limpeza atua automaticamente. No vidro traseiro, a palheta é curta em altura, pois tem espaço para ser maior, aumentando o campo de visão, além de limpar a zona da terceira luz de freio. É fácil a reposição de água no reservatório instalado dentro do vão do motor. REGULAR

ALARME A chave de ignição é especial, do tipo inteligente, e não precisa ser inserida no comutador de ignição. Ele reconhece a aproximação da mesma e permite girar e dar a partida. Tem proteção perimétrica das partes móveis, mas não conta com proteção volumétrica dentro do habitáculo contra invasão por meio da quebra dos vidros. Os vidros não sobem automaticamente ao dar comando pelo controle remoto inserido na chave de ignição, mas tem sistema de um toque na porta do condutor, em que o sistema antiesmagamento funcionou bem. REGULAR

NÍVEL DE RUÍDOS INTERNOS O efeito aerodinâmico é evidente e notório e inicia-se a partir de 100km/h, deixando a desejar em alta velocidade. São vários os ruídos no habitáculo que surgem quando se trafega sobre piso irregular, causando incômodo.  NEGATIVO

Teste da Nissan Grand Livina

VOLUME DO PORTA-MALAS O declarado pela fábrica é de 123 litros e o encontrado foi de 146 litros, com a terceira fileira de bancos na posição normal, sem ultrapassar a altura do encosto e utilizando somente o plano superior sem o fundo falso.

(*) O autor do texto é engenheiro formado pela PUC Minas. Para contatos danielribeirofilho@hotmail.com. (veja aqui o perfil profissional do Daniel)

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